|
[Quarta-feira, Junho 30, 2004]
Moniquinha, querida, primeirona, eu adoro cantar essa música da Rosana e as crianças ficam querendo me apedrejar, hahaha.
Rê, eu também te amo, você e o meu Pedro de chocolate!
Glau, nada de quem sabe, com certeza!
Eu também sinto sua falta, Grazi, me escreva mais!
Pois é, Lau, você é uma dessas que está tão longe e tão perto, eu sinto que a gente vai se surpreender quando se conhecer!
Clau, eu preciso falar com você, eu tive uns insights outro dia com essa história de branca de neve, haha, eu preciso ver sua cara, mulér!
Cibele, eu também te adoro de paixão!
Oi Astolfo, eu ainda não comi pãozinho, acredita?
ô Cyn, brigada ;))
Déa, permissão concedida!beijos!
Ah, babi, fala em mãe não...
Puxa Adri, ficou feio nada, o que é um fodona pras mulheres que falam buceta?hahahaha
Dani, repetindo o que eu falei no seu aniversário, a gente precisa se encontrar, djá!
Mary, jurado, sacramentado, casado e parido.
Jô, desculpas recusadas, pode ir tratando de aparecer mais, bissexto só o ano.
Sam, amore, te adoro!
Ah, Pit, se vc descobrir o dindin me mostra, aiai.Brigada meu amor!
Delícia é você, Seal, brigada!
Obrigada, Carol, eu vou te escrever sobre a otite da Ceci.
Ju, minha irmã, original é a nossa amizade, o nosso amor.Beija o Ed também.
Obrigada, Ân, sabe, eu tô na torcida diária da sua felicidade.
Alê, vem, sabe que a Mel tá animadíssima com a idéia de conhecer as gêmeas?Ah, vc viu que o ano novo rúnico foi pra home?
Naty, meu bem, eu nunca me escondo de você, nunca.
Dedéia, minha princesa, sabe que eu de vez em quando roubo suas idéias?
Beijo na barriga, Mi, no buguelinho da Tia.
Estou até com falta de ar, Giu, de tanto aperto!
E dormi quentinha,Isaura, com o calorzinho de vocês no meu coração.
Claudinho, vocês são os donos da minha festa.
Rê, foi o telefonema de vocês e da alê que me segurou numa hora terrível, vocês não viram, mas me fizeram um bem enorme.
Fabi, com você eu me acerto daqui a pouco, sua vaca!
Aqui foi só o do Lv, eu vou ali me desidratar no ânimo e volto já.
por Mani * 12:48 PM
____________________
[Terça-feira, Junho 29, 2004]
parêntesis à razão, ou
parente=serpente, ou ainda
Um Post de Aniversário
Tá, tá bom!
Eu nem vou falar que vocês são um bando de doidas, nem dos baldes que eu chorei, nem vou me meter a comentar parabéns por parabéns, foram 31 até agora no ânimo, sem contar as páginas e páginas dos LVs.
Li tudinho, nem se preocupem, não caiu nenhum em buraco negro nenhum.
Eu vi os telefonemas também, recebi os emails, ouvi as mensagens.
Mas, como eu já disse em outro lugar, minha mãe tem um senso de oportunidade fabuloso, e não serve exatamente pra dar parabéns.
Vai daí tem dois dias que eu estou à volta de contratos, cheques, documentos e outras coisas desagradáveis.Além de ter que fazer pressão em ex-marido.
Porque o senso de humor libriano dela alterna a sutileza de um elefante com uma suposta delicadeza que, se me pegar desprevenida, dura os primeiros quinze minutos da conversa, até ela apelar e soltar a bomba.
Mas, passado o choque, passou.
E eu vou contar a vocês por que.
Passou porque vocês estão aqui.
Porque enquanto eu estava berrando no telefone começou a tocar um bip insistente de uma ligação interestadual, depois outra, e mais outra.E eu tinha certeza que do outro lado da linha estavam as minhas amigas.
Porque eu abri a internet na certeza que ia achar beijos, cheiros, abraços, amor.
Eu tenho depressão de aniversário, sempre tive.Nunca senti que, além das crianças, alguém me desejasse felicidades sinceramente.Até hoje.
Até Rafa está perdendo o constrangimento de me desejar Feliz Aniversário.
Até eu estou me perdoando por fazer aniversário.
Então, oficialmente, declaro o mês de julho meu mês de desaniversário.
Meu Feliz Ano Novo Rúnico.
Meu Aniversário de 40 anos.
Meu novo marco na história mothern de sucessos.
Eu consegui, Fal, acreditar que mereço!
E vou fazer uma resolução de Ano Novo:
Fazer com que meus filhos não demorem 40 anos pra se sentirem amados.
por Mani * 11:18 PM
____________________
[Domingo, Junho 27, 2004]
Gilmore Girls, ou
O Mito da Democracia Familiar
Sobre a relação doentia e represora da geração anterior gerando a relação linda e perfeita da mãe-amiguinha-da-filha.
Então, Fefê, eu acho que a questão nem é se a mãe pode ou não pode ser amiga do fillho.É o tal mito da democracia familiar.Família não é democracia. Nunca.
A família tem, sim, uma hierarquia.Na família mandam os os pais.Ouvem opiniões, desejos, razões, ponderam e decidem.
Aos pais cabe decidir quem frequenta sua casa, que comportamento é desejado e esperado.
O importante nem é tanto se se fuma maconha ou faz sexo com o namorado dentro da casa dos pais, mas que os filhos entendam que isso acontece como concessão dos pais, que eles é que permitem e que podem não permitir mais se as circunstâncias mudarem.
Da mesma forma que a mãe pode e deve proibir a filha adolescente de falar ao telefone, ou de sair à noite em dias de aula, pode proibir de trazer o namorado pra dormir em casa, se achar que isso prejudica alguma área mais importante da vida dela, como os estudos.
Essa atitude de mãe/pai é que nos diferencia dos amigos.É o que define a personalidade futura dos nossos filhos e os pais que eles serão.É aí que decidimos "Farei como meus pais" ou "Farei diferente".
Cada um de nós decide o que absorver, consciente ou inconscientemente e , muitas vezes, comportamentos rejeitados racionalmente nos ocorrem em momentos de crise.As palmadas geralmente vêm daí.Afinal, "funcionaram" com nossos pais.
Muitos comportamentos que rejeitamos o fazemos porque não sentimos firmeza de nossos pais.Eles mesmos não deviam estar muito certos do que faziam.
Então, seja lá o que decidirem, decidam, sustentem, tenham certeza, mesmo que momentânea.Se mudarem de idéia sejam claros, expliquem, mas não se justifiquem.A dialética deve ser cultivada, é assim que evoluimos.
Dentro de casa ou pulando o muro seu filho saberá que pode contar com você, afinal :
"meu caminho pelo mundo eu mesmo faço
a Bahia já me deu régua e compasso."
por Mani * 3:36 PM
____________________
[Sexta-feira, Junho 25, 2004]
Sobre Mães e Filhos(ainda)
Ainda sobre os modelos de relações mães e filhos, tem um que eu não citei.
O do Casal Apaixonado.
O Casal Perfeito.
Aquele que se completa tanto que não precisa (nem cabe), mais ninguém nessa relação.Não encontram espaço pra incluir os filhos.Ma os têm mesmo assim.E lá ficam os bichinhos, meio esquecidinhos, mas se sentindo culpados por existirem, afinal são filhos do casal perfeito, deveriam ser perfeitos, mas não são, por isso papai e mamãe não gostam tanto assim deles.
Alguns filhos levam meio no constrangimento, mas outros lêem edipianamente essa relação, criam aversão a um dos dois. Os meninos ao pai, as meninas à mãe?Nem sempre, e nem essa relação tem uma conotação sexual que determine, por exemplo, homosssexualidade.
Quero dizer, não é por detestar o pai que a menina vai virar homossexual.Mas essa aversão vai ser determinante nas escolhas e relações que ela vai ter.
Ou não, ou essa leitura é somente a fantasia de uma criança insegura e egocêntrica que não consegue amadurecer.Não significa necessariamente que os pais sejam negligentes em relação aos filhos, só significa que alguns lêem assim.
O que devemos sempre nos perguntar é:
Minha mãe é assim mesmo?Ou sou eu que a vejo assim?Qual a parcela da contaminação dos meus processos pessoais nos crimes que lhe imputo?
por Mani * 2:14 PM
____________________
[Domingo, Junho 06, 2004]
Sobre Mães e Filhas
"Alguém sugeriu que se falasse sobre coisas que nos causavam raiva. O termo pareceu difícil: como nos permitir raiva das pessoas que amamos, e geralmente são as que interferem em nossa vida, projetos e frustrações? Ninguém admitia sentir raiva, como se fosse vergonhoso, como se mulher só pudesse ter emoções amenas. "
Lya Luft, Pensar é Transgredir
Pois num grupo de mulheres adultas, casadas, separadas, com filhos, com filhas, a grande maioria sentia raiva...da mãe.
Fiquei pensando sobre minha mãe e minha filha.
Por que é difícil ter filha, ser filha.
Por que competimos.
Por que nos repetimos.Por que nos pegamos sendo o que nossas mães foram pra nós.
Por que perdoamos nossos pais mas não perdoamos nossas mães.
É difícil pensar nisso quando a situação nos afeta pesoalmente, mas vamos começar a pensar no geral.
No princípio mãe e filho são um só.Até depois que o vínculo biológico é cortado com o cordão, o vínculo emocional vai ficando, sendo quebrado aos poucos.Em psicanálise se diz que tudo começa com a participação do Pai, ele dá o mote da separação, com a sua entrada no relacionamento, formando um trio.
É aí que se determinam os papéis a seguir.Se a mãe vai permitir e chancelar essa entrada, se o pai vai ser presente ou omisso, como a criança vai aceitar essa perda e esse ganho.
A mãe pode querer a criança só pra si, e fazer o pai sentir-se como um objeto para reprodução e daí reagir ou aceitar, afastando-se.
O pai pode não querer entrar , fazer parte, pode tentar "dividir para conquistar", escolhendo um dos dois (a mãe ou o filho)como objeto do seu desejo, relegando o outro, que pode se ressentir ou reagir.
A criança também pode fazer esse jogo, afastando o pai para ficar só com a mãe, e depois descobrir que pode ter o pai também, jogando um contra o outro.
Isso vai criar situações envolvendo ciúmes e ressentimentos, por exemplo:
A mãe que tem ciúme da filha com o pai (acha que que a filha rouba a atenção do pai).Essa mãe pode se ressentir da atenção que o pai dá à filha, achar que foi relegada como mulher, usada como reprodutora.Como não quer perder o marido, objeto de sua atenção, volta-se contra o filho, elo mais fraco.Com a filha, a coisa piora, dada a tensão sexual implícita, do tabu do incesto.
Pode ocorrer o contrário, o ciúme da mãe ser voltado para o pai, essa mãe quer o filho só para si, e recusa-se a dividir esse filho com o pai.Qualquer manifestação de carinho entre os dois a ofende e magoa.Vem também do problema do casal.É inaceitável pra essa mãe que aquele que a magoou e rejeitou possa ser amado por um ser que lhe pertence.
Essas tensões são inerentes à relação e ocorrem com todos, em maior ou menor grau.Uma vez na vida todo mundo já experimentou ao menos algum desses sentimentos.
A criança capta facilmente essas tensões.Ela quer reaver seu vínculo uno com a mãe.Se ela encontrar uma brecha, vai manipular e aumentar a tensão, mostrando à mãe como o pai a ama e como ela pode preferí-lo, se for provocada, ou ao pai o que ele perdeu quando saiu de casa e como a vida dela é feliz com a mãe e como elas não precisam dele, a não ser que ele a compense por isso.
Cada mãe já teve uma mãe com suas próprias neuroses e já tentou manipular os pais.Algumas tentaram legitimamaente mudar, outras sequer percebem que copiam comportamentos aprendidos.
Quando temos filhos a primeira coisa que fazemos é olhar pra trás, "como minha mãe fazia?".Se aquilo nos incomodava, se nos demos conta, tentamos ser diferentes, mas esse é um comportamento aprendido, voa longe nos momentos de tensão.Nos momentos de tensão damos palmadas, gritamos, jogamos na cara, chamamos por nomes duplos(nem que tenhamos que inventá-los especialmente para essas situações).
É nessa hora que temos que começar a fazer um exercício.Em vez de ficarmos com mais raiva da nossa mãe por nos ter feito assim, pensemos na nossa avó, e perdoemos nossas mães.Não pelo que elas são hoje, pelo que elas foram na nossa infância.
Não mintam pra si próprias, não ficamos zangadas pelo que elas fazem a nossos filhos, nossa raiva trata-se pelo que nós sofremos, e vemos refletidas nos nossos filhos hoje.
Como na mãe repressora que hoje é permissiva com os netos, tentando roubá-los de nós.Queremos que ela volte no tempo e nos dê todos os chocolates que nos negou.Queremos sua aprovação para o nosso comportamento como mães.Sabemos perfeitamente que avó permissiva não estraga ninguém.A não ser que a mãe abra mão da sua autoridade.Se não, a criança vai sempre saber que aquele é um comportamento não usual, extra, escondido.De avó mesmo.
Pare de pedir permissão á sua mãe.Pare de olhar para ela em busca de aprovação.Enxergue a mãe que ela tentou ser, a criança que foi esmagada pela mãe dela.Perdoe.Poupe o seu fígado, não é, Ju?
por Mani * 10:06 AM
____________________
|